Mostrando postagens com marcador ano novo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ano novo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Adeus ano nem tão velho assim…

meias horasMeia-hora hoje é muito pouco… 

Bem, antes de mais nada, feliz ano novo a todos que lerem esse texto. 2010 já está aí, e esse post inaugura o novo ano do blog. Mas não vim aqui escrever a respeito do ano que se inicia, das resoluções de última hora que não serão cumpridas etc.

Vim para falar a respeito do ano que passou. Cada vez mais tenho a sensação de que os anos passam mais rápido: 2009 mais rápido que 2008, este, por sua vez, mais rápido que 2007, e por aí vai. Hoje estamos cá na ressaca do réveillon e amanhã já estaremos na páscoa. Os físicos com certeza encontrariam explicações de fato plausíveis, tais como a expansão do universo, que faz com que átomos e moléculas, para acompanhá-la, vibrem cada vez mais rápido e, por isso mesmo, a noção de tempo se modifica. O tempo está cada vez mais rápido também, no ritmo imposto pelo Big Bang, e consequente expansão do universo – desculpe a minha noção simplista da física, mas é que uma vez um amigo meu, físico, me contou essa história e nunca mais esqueci; acho que faz um certo sentido sim.

Outra explicação logicamente aceitável está no fato de que cada vez mais a vida cotidiana se tornou uma coisa rápida. Hoje não há espera: fazemos tudo e buscamos a resposta pra ontem. As cartas não levam mais dias até chegarem à casa de um amigo ou parente com quem deseja se corresponder, mas o e-mail leva nanossegundos até chegar lá – tudo depende de uma conexão boa. Há orkuts, twitters, facebooks e afins que nos expõem em tempo real ao mundo, e nos dão a pronta resposta ao que queremos. A fila sempre nos incomoda, pois implica sempre em uma grande espera.

É só compararmos a tecnologia que há hoje ao nosso alcance e a que tínhamos há dez anos, e a infinidade de possibilidades que essa mesma tecnologia nos permite nos dias atuais. Hoje, como JK já ansiava nos longínquos anos 50, do século passado, podemos tranquilamente viver cinquenta anos em cinco, pois o tamanho de informação a que temos acesso a um ano equivale a uma boa parcela de vida de nossos avós, por exemplo. Estes sim vivam com mais tranquilidade, pois não havia e-mail, SMS, micro-ondas, celular. Havia tão somente a espera.

Acho que se soma a isso o fato de que cada vez mais um ano representa uma parcela menor de nossas vidas, e portanto, em relação ao tempo vivido, é cada vez mais insignificante. Veja bem: para uma pessoa que acabou de completar um ano, viver mais um ano representa exatamente metade de sua vida. Para quem tem dez, 1/10 de sua vida. Mas para quem tem 50, é apenas mais um a se somar com os outros 49. Imagino que isso deve ter maior contorno exatamente por conta desse momento em que se vive hoje, no qual se espera resposta imediata pra tudo, e na maioria das vezes se obtem mesmo. Salvo algumas exceções, como aquela pessoa de 99 anos, em que mais um ano de vida pode ser considerada um grande feito, acho que para a maioria das pessoas conforme se envelhece, mais o envelhecimento se torna mais um elemento de sua rotina, e o tempo se torna algo cada vez mais cotidiano.

2009 foi pra mim de longe o ano mais rápido de minha vida – graças a Deus, pois não me deixou grandes lembranças. E espero para 2010, não apenas para quem está desse lado, mas para todos os que frequentam este blog, muito sucesso – pessoal e profissional –, saúde, paz e todo aquele etc e tal que costumeiramente se deseja em ocasiões como essa. Mas desejo também, e principalmente, que o tempo não passe assim tão rápido.

Feliz ano novo!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal!!!


Feliz Natal!!!, upload feito originalmente por Renan Costa.

Talvez seja como escrever um cartão, destes que compramos na papelaria, não sei ao certo. Mas o que eu sei é que em situações tais costumo nunca saber o que escrever, até o momento em que o escrever se torna inadiável, o que é o caso.

Estou há dias pensando em um post de natal para este blog, e simplesmente não tinha ideia de como fazê-lo, de como ao menos começá-lo, até que há pouco menos de dois minutos veio-me este lampejo. Começo pelo fato de que não sei como começá-lo, e assim, ao menos posso introduzir um pretexto para o texto – mas deixando claro não ser este o tema principal do post, até porque esse é um tema mais do que recorrente nestas páginas. E lá se vão dois parágrafos...

Pois bem, deixando claro que a falta de criatividade deste interlocutor não é o tema sobre o qual se discorrerá no post de hoje, passo à questão de fundo que me pôs diante do teclado em um dia como hoje: nossos (acho que falo por todos que mantem o blog quando escrevo isto) sinceros votos de um feliz natal e um ótimo ano que em breve se iniciará para todos, caros leitores.

Também creio que posso falar por todos aqui que natal é bem mais que troca de presentes e comida que só se vê uma vez por ano – por que não temos rabanada o ano inteiro? –, pelo que realmente nos representa. O símbolo maior do natal não é, nunca foi, nem nunca será o papai noel, os elfos que vivem em regime de semi-escravidão no polo norte fazendo brinquedos ou as filas dos shoppings, que aliás, a cada ano se enfeitam cada vez mais cedo - daqui a pouco o papai noel vai chegar lá junto com o coelho da páscoa pra poder guardar seu lugar.

Aos leitores que não creem, perdoem-me a minha falta de laicidade, mas quem realmente é o rockstar do natal é aquele cara que trinta e três anos depois desta data que comemoramos amanhã morreria na cruz pela humanidade. No mais, é tudo supérfluo, coisa menor.

Até porque "seja rico ou seja pobre, o velhinho sempre vem" talvez seja uma das maiores mentiras da humanidade. Mentira maior que essa só os panetones de Arruda lá em Brasília. Posso afirmar com absoluta certeza: não há democracia no natal. Não neste natal que praticamos hoje, baseado no consumo e em um pragmatismo excessivo, em que cada vez mais valores e crenças - sejam elas quais forem - se perdem. Mas talvez isso seja papo pra outro post.

Pois bem, é isso: tenham todos um feliz natal. E ponto.

Ah, pode ter certeza: não estou ouvindo Simone, a cantora oficial do natal.